A administração recebeu influências de diversas áreas do conhecimento humano. A Filosofia deu sua grande contribuição para a administração. Já antes de Cristo, os filósofos da antigüidade expunham seu ponto de vista sobre esta área fascinante que viria a ser importante nos dias atuais. SÓCRATES (470 a.C – 399 a.C.), citado por CHIAVENATO (1997) afirmou que a administração é uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência.
[...] sobre qualquer coisa que um homem possa presidir, ele será, se souber do que precisa e ser for capaz de provê-lo, um bom presidente, quer tenha a direção de um coro, uma família, uma cidade ou um exército. Não é também uma tarefa punir os maus e honrar os bons? Portanto, Nicomaquides, não desprezeis homens hábeis em administrar seus haveres; pois os afazeres privados difere dos públicos somente em magnitude; em outros aspectos, são similares, mas o que mais se deve observar é que nenhum deles pode ser gerido sem homens, nem os afazeres privados são geridos por uma espécie de homem e os públicos por outra: pois aqueles que conduzem os negócios públicos não utilizam homens de natureza diferentes daqueles empregados pelos que gerem negócios privados; e os que sabem empregá-los conduzem tanto os negócios públicos quanto os privados, judiciosamente, enquanto aqueles que não sabem errarão na administração de ambos. (SÓCRATES 470 a.C – 399 a.C.), citado por CHIAVENATO (1997).
Platão, filósofo grego, discípulo de Sócrates, (429 a.C. – 347 a.C), também deu sua contribuição, relatando em sua obra intitulada A República, seu ponto de vista sobre democracia e administração dos negócios públicos. Aristóteles, filósofo grego, discípulo de Platão, estudou a organização do Estado e relata três tipos de administração pública: monarquia, aristocracia e democracia. Francis Bacon, filósofo inglês, (1561-1626) antecipa-se ao princípio da administração conhecido como princípio da prevalência do principal sobre o acesso, enfocando a separação do que é essencial do que é acessório. René Descartes, filósofo, matemático e físico francês (1596-1650) foi a autor das coordenadas cartesianas ou os princípios cartesianos.
Vários princípios da administração moderna como da divisão do trabalho, da ordem, do controle estão baseados nos princípios cartesianos. Jean-Jacques Rouseaau (1712-1778) desenvolveu a teoria do contrato social, que é um acordo entre membros com conjuntos de regras que regem o mesmo. Karl Marx (1818-1883) foi autor da teoria da origem do Estado e afirma que todos os fenômenos históricos são produtos das relações econômicas entre homens.
A Igreja Católica também deu sua contribuição para a administração. As regras, normas, propósitos, objetivos e princípios fundamentais aos poucos foram utilizados pela Igreja. Ao longo do tempo a Igreja foi utilizando todos estes recursos da administração para se estruturar. CHIAVENATO (1997) afirma que hoje, a Igreja tem uma organização hierárquica tão simples e eficiente que a sua enorme organização mundial pode operar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva. Esta estrutura que a Igreja implantou está sendo modelo para muitas empresas, que passaram a incorporar uma afinidade de princípios e normas administrativas utilizadas na Igreja Católica.
Mas, a instituição que mais colaborou com a administração foi à organização militar. Esta contribuição se deu de maneira lenta, mas constante e foi ao longo do tempo. Entre as contribuições militares estão: a organização linear, o princípio da unidade de comando, a escala hierárquica, empowerment, centralização do comando e à descentralização da execução, princípio da direção, planejamento estratégico entre outras contribuições.
1.1. Conceito de administração
O termo administração vem do latim, ad (junto de) e ministratio (prestação de serviço), portanto, administração é uma ação de prestar um serviço. Contemporaneamente, administração não é somente relacionado ao governo ou a condução de uma empresa, e sim todas as atividades que envolvem planejamento, organização, direção e controle.
[...] a tarefa da administração é a de interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional por meio de planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos de maneira mais adequada à situação. (CHIAVENATO, 1997).
1.2. Origem
Desde os primórdios, o homem se associou a outros para conseguir atingir seus objetivos. O homem, portanto, aprendeu, desde cedo que precisava de outro homem para trabalhar em conjunto e atingir determinadas metas, que modificou completamente a estrutura social e comercial da época, provocando profundas mudanças. Deste trabalho em conjunto surgiram às empresas rudimentares, que datam da época dos assírios, babilônicos, fenícios, egípcios, gregos e romanos. Mas, a história da administração é recente, e surge com o aparecimento das grandes corporações.
Foi a revolução industrial, que provocou o aparecimento de grandes empresas e da moderna administração. A revolução industrial até hoje influencia as empresas. A revolução industrial iniciou na Inglaterra por volta do ano 1776, com a aplicação da máquina a vapor no processo de produção. Segundo CHIAVENATO (1989) a revolução industrial se desenvolveu em duas épocas distintas:
Primeira época: (1780-1860). Carvão como primeira fonte de energia e o ferro como principal matéria-prima, e;
Segunda época: (1860-1914). A revolução da eletricidade e derivados do petróleo.
CHIAVENATO (1997) divide a revolução industrial em quatro fases:
Primeira fase: a mecanização da indústria e da agricultura: Fase em que a máquina começou a substituir alguns trabalhos braçais;
Segunda fase: a aplicação da força motriz à indústria: Invenção da máquina a vapor;
Terceira fase: o desenvolvimento do sistema fabril: O artesão desapareceu para dar lugar ao operário, as fábricas e usinas, e;
Quarta fase: um espetacular aceleramento dos transportes e das comunicações: Surgimento da primeira estrada de ferro. Surgiu a navegação a vapor, a locomotiva a vapor foi aperfeiçoada, invenção do telégrafo elétrico, selo postal e a principal invenção: o telefone.
O capitalismo começou a aparecer cada vez mais sobre quase todos os ramos da atividade econômica. Logo após estas revoluções, a revolução industrial entrou numa nova fase, chamada de segunda revolução industrial, que foi marcada segundo CHIAVENATO (1997) pelos seguintes acontecimentos:
Desenvolvimento de novo processo de fabricação de aço (1856);
Aperfeiçoamento do dínamo (1873), e;
Invenção do motor de combustão interna (1873).
Assim como ocorreu na primeira revolução industrial, a segunda também tem suas características:
Substituição do ferro pelo aço;
Substituição do vapor pela eletricidade, pelos derivados do petróleo como fontes de energia;
Desenvolvimento da maquinaria automática e especialização do trabalho;
Domínio da indústria pela ciência;
Transformações nos transportes e nas comunicações;
Desenvolvimento de novas formas de organização capitalista, e;
Expansão da industrialização.
O que marca a segunda revolução industrial é a transferência das habilidades humanas para a máquina e a substituição da força do animal ou do músculo humano pela maior potência da máquina a vapor. Foi nesta época que a concorrência começou a ganhar força, pois quem não tinha capital para investir em máquinas teve que fechar seu artesanato e trabalhar de operário para os proprietários de oficinas que possuíam as máquinas necessárias para a produção. Foi nesta época também que começou as fusões de pequenas oficinas que passaram a integrar outras maiores. Estas fusões se davam para fortalecer as pequenas oficinas e assim ganhar competitividade frente à concorrência.
Não é diferente do que ocorre hoje, pois a concorrência não se dá mais entre empresas, mas entre grupos de empresas que se unem para se fortalecer. CHIAVENATO (1997) afirma que as máquinas não substituíram totalmente o homem, mas deram-lhe melhores condições de produção. O homem foi substituído pelas máquinas naquelas tarefas em que se podia automatizar e acelerar pela repetição.
O crescimento naquela época era improvisado e sem planejamento, com a substituição da máquina pelo homem e a fusão de pequenas oficinas. Grande número de operários começaram a trabalhar juntos com jornadas de trabalho que chegavam há 13 horas diárias em condições ambientais perigosas e insalubres, ocorrendo assim muitos acidentes e doenças de larga escala. Com a migração de operários de campos agrícolas para os centros industriais, surgiu também o fenômeno da urbanização, que era sem planejamento, igual ocorrido no caso das indústrias.
Também foi grande a influência dos economistas, que ocorreu a partir do século XVII, quando surgiu as teorias econômicas que explicavam fenômenos empresariais que eram baseados em experiências da época. Entre as pessoas que contribuíram com suas teorias estão: Adam Smith (1723-1790), cuja teoria fala da competição.
Ele defendia que a única função do governo era a garantia da lei e da ordem, e só poderia intervir na economia quando não ocorresse a competição livre. Ele também defendia o princípio da especialização do operário e a divisão do trabalho. Adam Smith também deu muita importância ao planejamento e a organização dentro das funções da Administração. Outros pesquisadores entre eles, James Mill (1773-1836), David Ricardo (1772-1823), John Stuart Mill (1806-1873) Karl Marx (1818-1883), Friedrich Engels (1820-1895) deram suas contribuições.
Durante o século XIX houve muitas inovações e mudanças no ambiente empresarial. Deram início à engenharia de grande construções e os negócios de transportes. Neste período houve a criação das estradas de ferro, então chamadas de ferrovias. Foi depois da criação das ferrovias, que o segmento de seguros começou a brotar, e foi devido às ferrovias que se iniciou o período de rápida urbanização. Segundo CHIAVENATO (1997) a moderna administração teve o seu nascimento na indústria da ferrovia na década de 1850. Já neste período existiam empresas com uma estrutura administrativa bem definida, onde nasceu a integração vertical nas empresas. Já na década de 1880 empresas centenárias hoje, como a Westinghouse e a General Electric (GE) atuavam no ramo de bens duráveis dando início ao que hoje denominamos de marketing.
A partir da década de 1890 as empresas controlavam suas matérias-primas por meio de seus departamentos de compras, com a política de vendas aos varejistas ou aos consumidores finais. Mas foi a partir do ano de 1900, que houve uma das maiores revoluções na administração, as fusões de empresas para adquirir maior competitividade.
Segundo CHIAVENATO (1989) a administração surgiu em resposta a duas conseqüências provocada pela revolução industrial:
O crescimento acelerado e desorganizado das empresas, e;
Necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas.
2. O que é Administração
Bem vindo ao curso de administração de empresas. Pretendemos mostrar a você no período que passaremos juntos, alguns conceitos aplicados à administração. Nossa matéria será puramente conceitual. Portanto, a leitura é uma exigência diária.
A palavra administração vem do latim ad (direção, tendência para) e minister (subordinação ou obediência).
Vários autores definem de diversas maneiras a administração. Uma definição bem moderna:
Administração é o ato de trabalhar com e através de pessoas para realizar os objetivos tanto da organização quanto de seus membros.
Existem três aspectos chaves que devem ser apontados nesta definição:
Dá maior ênfase ao elemento humano na organização.
Focaliza a atenção nos resultados a serem alcançados, isto é, nos objetivos em vez de nas atividades.
Incluiu o conceito de que a realização dos objetivos pessoais de seus membros deve ser integrada à realização dos objetivos organizacionais.
Ou ainda:
Administração é administrar a ação através das pessoas com objetivo bem definido
Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos.
A administração é o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos.
± A partir de hoje você não pode pensar como um executor de tarefas simplesmente.
± Como administrador você deslocará dos trabalhos operacionais para o campo da ação.
± Sairá das habilidades práticas de saber fazer certas coisas corretamente para atividades administrativas, voltadas para o campo do diagnóstico e da decisão, onde utiliza as habilidades conceituais de diagnosticar situações, definir e estabelecer estratégias de ação adequadas.
± Cresce então a necessidade de se fundamentar em conceitos, valores e teorias que lhe permitam o balizamento adequado de seu comportamento.
Em vez de preocupar como ensinar a fazer certas coisas - o como – a teoria da administração ensina que coisas devem ser feitas em determinadas situações – o porquê. O que diferencia o administrador de um simples executor é exatamente o fato de que, enquanto o segundo sabe fazer certas coisas que aprendeu mecanicamente (planos, organogramas, mapas, registros, lançamentos etc.), o primeiro sabe analisar e resolver situações problemáticas variadas e complexas, pois aprendeu a pensar, a avaliar e a ponderar em termos abstratos, estratégicos, conceituais e teóricos. O segundo é um mero agente de execução e operação. O primeiro é um agente de mudança e inovação, pois adquire habilidade de entender e diagnosticar situações.
A administração não é uma coisa mecânica que dependa de certos hábitos físicos que devem ser superados ou corrigidos a fim de se obter o comportamento correto.
Pode-se ensinar o que um administrador deve fazer, mas isto não irá capacitá-lo efetivamente a fazê-lo em todas as organizações.
O sucesso de um administrador na vida profissional não está inteiramente relacionado àquilo que lhe foi ensinado, ao seu brilhantismo acadêmico ou ao seu interesse pessoal em praticar o que aprendeu nas escolas. Esses aspectos são importantes, porém estão condicionados a características de personalidade, ao modo pessoal de agir de cada um. O conhecimento tecnológico da Administração é importantíssimo, básico e indispensável, mas depende, sobretudo, da personalidade e do modo de agir do administrador, ou seja, de suas habilidades.
Há pelo menos três tipos de habilidades necessárias para que o administrador possa executar eficazmente o processo administrativo: a habilidade técnica, a humana e a conceitual.
Habilidade Técnica: Consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para a realização de suas tarefas específicas, através de sua instrução, experiência e educação.
Habilidade Humana: Consiste na capacidade e no discernimento para trabalhar com pessoas, compreender suas atitudes e motivações e aplicar uma liderança eficaz.
Habilidade Conceitual: Consiste na habilidade para compreender as complexidades da organização global e o ajustamento do comportamento da pessoa dentro da organização. Esta habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu grupo imediato.
A adequada combinação dessas habilidades varia à medida que um indivíduo sobe na escala hierárquica, de posições de supervisão a posições de alta direção.
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Figura 2. Habilidades do administrador.
Porque estudar administração
1. Embora o processo administrativo seja importante em qualquer contexto de utilização de recursos, a razão principal para estudá-la é seu reflexo sobre o desempenho das organizações.
2. O principal motivo para a existência das organizações é o fato de que certos objetivos só podem ser alcançados por meio da ação coordenada de grupos de pessoas.
3. Na atualidade, as organizações assumiram importância sem precedentes na sociedade e na vida das pessoas.
Tente fazer uma lista das organizações com as quais você está envolvido ou se relaciona de alguma forma. Da empresa onde você trabalha ao supermercado, da fábrica de seu carro à concessionária, da prefeitura à companhia de eletricidade, da telefônica ao sindicato de sua categoria profissional, a lista parece interminável. Há poucos aspectos da sua vida que não sejam influenciados por alguma espécie de organização. A sociedade moderna é uma sociedade organizacional, em contraste com as sociedades comunitárias do passado.
É dramático o impacto do mau funcionamento de uma organização de grande porte sobre a sociedade.
Considere por exemplo à quebra de um banco, como aconteceu com o Econômico em 1995. Funcionários perdem o emprego e contribuintes são obrigados a arcar com as conseqüências.
Pense numa cidade inundada e você vai lembrar-se da Prefeitura, pense em pessoas despreparadas, e você vai lembra-se do baixo nível da educação, pense na necessidade de pagar planos de saúde ou pensão, ou nas filas nos hospitais públicos, e você vai lembrar-se do governo que não trabalha como deveria.
Muitos problemas que você enfrenta têm sua origem na inexistência ou ineficiência de algum tipo de organização.
Organizações bem administradas são importantes por causa desse impacto sobre a qualidade de vida da sociedade.
Administradores bem preparados, portanto, são recursos sociais importantes.
Essa predominância das organizações e sua importância para a sociedade moderna bem como a necessidade de administradores competentes está na base do desenvolvimento da teoria geral da administração.
A administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. A moderna teoria geral da administração, que se estuda hoje é formada por conceitos que surgiram e vêm-se aprimorando há muito tempo, desde que os administradores do passado enfrentaram problemas práticos e precisaram de técnicas para resolvê-los. Por exemplo, a Bíblia relata que Moisés estava passando o dia cuidando de pequenas causas que o povo lhe trazia. Então Jetro recomendou: procure homens capazes para serem líderes de 10, 100 e 1.000. Este conselho foi dado a Moisés cerca de 3.500 anos atrás. É tão antigo e continua atual.
Já no século XXI, a administração e as organizações estão sofrendo grandes transformações, As empresas privadas, em particular, operam dentro de um contexto extremamente competitivo e precisam aprimorar continuamente sua eficiência: fazer mais, com menor quantidade de recursos.
Aumenta a importância da Administração empreendedora: o movimento que procura estimular as pessoas a serem seus próprios patrões. Além disso, a idéia de administração participativa ganha muito espaço com essa tendência, pois é preciso educar funcionários operacionais para serem seus próprios gerentes.
3. Administração e suas Perspectivas
Diversas Teorias serão estudadas no decorrer do nosso curso onde veremos suas contribuições e diferentes enfoques.
Cada teoria surgiu em resposta a algum problema empresarial da sua época.
As teorias atenderam de certo modo e apresentaram soluções aos problemas encontrados.
De certo modo todas as teorias administrativas são aplicáveis às situações de hoje.
A TGA estuda a administração de empresas e demais tipos de organização do ponto de vista da interação e interdependência entre as seis variáveis:
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Figura 3. Conteúdo de estudo da Administração
O comportamento desses componentes é sistêmico e complexo.
Cada qual influencia e é influenciado pelos outros componentes.
Modificações em um provocam modificações em outros.
A adequação entre essas cinco variáveis constitui o principal desafio da administração.
Perspectivas Futuras da Administração
Bennis fez uma previsão que o mundo verá o fim da forma organizacional de hoje (organização burocrática) e o surgimento de novos sistemas adequados à demanda do pós-industrialização.
Bennis tem como base:
± As mudanças rápidas e inesperadas, principalmente no campo do conhecimento e da explosão populacional, impondo novas e crescentes necessidades.
± O crescimento em tamanho das organizações que se tornam complexas e internacionais.
± As atividades que exigem competências diversas envolvendo problemas de coordenação e acompanhamento das mudanças.
A tarefa administrativa da próxima década será desafiadora e incerta.
Os problemas serão cada vez mais complexos.
Os principais desafios serão:
a) Crescimento das organizações, que ampliarão o leque de operações, de aplicação de recursos etc.
b) Concorrência mais aguda: Produtos melhores, busca de novos mercados, novas tecnologias, etc.
c) Sofisticação da tecnologia: Com o avanço tecnológico as organizações estão internacionalizando suas operações e atividades. A tecnologia introduzira novos processos e novos instrumentos que causarão impactos sobre a estrutura e comportamentos das empresas.
d) Visibilidade maior das organizações: Capacidade de chamar a atenção dos outros – imagem positiva ou negativa.
Princípios Gerais da Administração
A administração não é uma ciência exata. Ela não pode se basear em leis rígidas. Portanto, a administração deve se basear em princípios flexíveis. Princípios são condições ou normas dentro das quais o processo administrativo deve ser aplicado e desenvolvido. Os princípios são:
± Princípio da divisão do trabalho e da especialização;
± Princípio da autoridade e responsabilidade;
± Princípio da hierarquia;
± Princípio da unidade de comando;
± Princípio da amplitude administrativa; e,
± Princípio da definição.
Num ambiente globalizado, competitivo e de constantes mudanças em que vivemos a administração tornou-se uma das mais importantes áreas da atividade humana.
A tarefa básica da administração é a de fazer as coisas por intermédio de pessoas. As novas concepções da administração estão sendo consideradas pelos autores, pesquisadores e profissionais a chave para a solução de muitos problemas no mundo moderno.
Podemos afirmar que não existem países desenvolvidos e países subdesenvolvidos, mas sim países que sabem administrar a tecnologia existente e seus recursos disponíveis e potenciais e países que ainda não o sabem. Em outros termos, existem países administrados e países subadministrados.
Seja qual for à posição de um administrador dentro da organização, ou seja, qual for o tamanho da empresa, a função que exerce um administrador é praticamente a mesma, não existe uma distinção. O administrador que tenha sob sua direção subordinados, só conseguirá alcançar os objetivos e metas propostas pela empresa com a cooperação de todos, pois todos fazem parte de um organismo e devem trabalhar juntos para o sucesso da empresa.
Portanto, todos os que obtêm resultados por meio do desempenho dos subordinados subscrevem basicamente as mesmas funções como administrador.
Principais Teorias do Pensamento Administrativo
1903 Administração científica
1909 Teoria da burocracia
1916 Teoria clássica
1932 Teoria das relações humanas
1947 Teoria estruturalista
1951 Teoria dos sistemas
1953 Abordagem sociotécnica
1954 Teoria neoclássica
1957 Teoria comportamental
1962 Desenvolvimento organizacional
1972 Teoria das contingências
1990 Novas abordagens
| Ênfase | Teorias Administrativas | Principais enfoques |
| Nas tarefas | Administração científica | Racionalização do trabalho no nível operacional |
| Na estrutura | Teoria clássica Teoria neoclássica | Organização formal Princípios gerais da administração Funções do administrador |
| | Teoria da burocracia | Organização formal burocrática Racionalidade organizacional |
| | Teoria estruturalista | Múltipla abordagem: Organização formal e informal Análise infra-organizacional e análise interorganizacional |
| Nas pessoas | Teoria das relações humanas | Organização informal Motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo. |
| | Teoria do desenvolvimento organizacional | Mudança organizacional planejada Abordagem de sistema aberto |
| No ambiente | Teoria estruturalista Teoria neo-estruturalista | Análise infra-organizacional e análise ambiental Abordagem de sistema aberto |
| | Teoria da contingência | Análise ambiental (imperativo ambiental) Abordagem de sistema aberto |
| Na tecnologia | Teoria da contingência | Administração da tecnologia (imperativo tecnológico) |
| Competitividade | Novas Abordagens na Administração | Caos e Complexidade Aprendizagem Organizacional Capital Intelectual |
À medida que novos desafios vão surgindo à administração necessita se adaptar ou modificar suas abordagens e conceitos para que fique aplicável. O mundo empresarial deixou a forma burocrática e migrou para os sistemas pós-industriais. Mudanças importantes aconteceram durante todos estes anos, entre elas, as mudanças rápidas e inesperadas, principalmente no campo do conhecimento, o crescimento no tamanho das empresas, pois se tornaram empresas complexas e globais e o mais importantes, a era do conhecimento, onde deve exigir dos administradores competências diversas e especializadas.
O mundo da Administração é incerto e desafiador, pois muitas são as mudanças e as transformações que ocorrem no ambiente, e todas estas mudanças e transformações são muito ambíguas e incertas. A Administração se defronta com problemas diferentes todos os dias, cada dia é um problema diferente a ser resolvido, e cada um com características próprias. A sociedade está ficando cada vez mais exigente, os clientes estão cada vez mais cônscios de seus direitos, a concorrência é acirrada e o mercado é competitivo, onde só sobrevivem as melhores empresas.
Com a globalização econômica, a temática prioritária no campo empresarial passou a ser a competitividade. Pois saber competir em um universo é hoje questão de sobrevivência para as empresas, desde grandes empresas globais a empresas de menor porte. Uma a uma, estão caindo as barreiras alfandegárias entre os países, tanto na Europa, América do Norte e América do Sul. Em um curto prazo, o comércio internacional será realmente uma terra sem fronteiras, facilitando o acesso da população aos bens fabricados.
Nesse caminho, a necessidade de se impor em um mercado sem fronteiras fez com que as economias substituíssem o trabalho humano pela eficiência e perfeição da alta tecnologia, um exemplo é a automação. Hoje, a sociedade está passando por profundas mudanças que afetam todas as empresas e seu ambiente, estas mudanças são:
± Da sociedade industrial para a sociedade de informação;
± Da tecnologia simples para a alta tecnologia;
± Da economia nacional para a economia global;
± Do curto prazo para o longo prazo;
± Da democracia representativa para a democracia participativa;
± Das hierarquias para a comunicação lateral intensiva;
± Da opção dual para a opção múltipla;
± Da centralização para a descentralização; e,
± Da ajuda institucional para a auto-ajuda.
4. Abordagem Clássica da Administração
A abordagem clássica se divide em:
Administração Científica com o americano Frederick Winslow Taylor
Teoria Clássica com o europeu Henri Fayol.
Partiram de pontos distintos com a preocupação de aumentar a eficiência na empresa. Seus postulados dominaram aproximadamente as quatro primeiras décadas do século XX no panorama administrativo das organizações.
A origem da Abordagem Clássica da Administração está nas conseqüências geradas pela revolução industrial, sendo elas: o crescimento acelerado e desorganizado das empresas, exigindo uma substituição do empirismo e da improvisação, e a necessidade de aumentar a eficiência e competência das organizações no sentido de obter melhor rendimento possível dos seus recursos e fazer face à concorrência e competição que se avolumavam entre as empresas.
4.1. Administração Científica
Principais referências: F.W. Taylor (1856-1915), Carl Barth (1860-1939), Henry L. Gantt (1861-1919), Harrington Emerson (1853-1931), Frank Gilbreth (1868-1924) e Lilian Gilbreth (1878-1961).
O engenheiro Frederick Winslow Taylor (1856-1915), é o fundador da Administração Científica nasceu em Filadélfia, nos Estados Unidos.
Ênfase: Chão de Fabrica – Tarefas
Enfoque: Produção
v Vadiagem sistemática por parte dos funcionários
v Desconhecimento pela gerência das rotinas
v Falta de uniformidade das técnicas e métodos de trabalho
Organização Racional do Trabalho
Seleção Cientifica do Trabalhador
Tempo-Padrão
Plano para incentivo Salarial
Trabalho em conjunto
Desenho de cargos e tarefas
Fredrick W. Taylor Divisão do Trabalho/especialização do operário
Supervisão Funcional
Ênfase na Eficiência (The best way)
Homo Economicus
Condições de Trabalho
Padronização
Princípios de exceção
O trabalho de Taylor se deu no chão de fábrica junto ao operariado, voltado para a sua tarefa. Preocupou-se exclusivamente com as técnicas de racionalização do trabalho do operário através do estudo dos tempos e movimentos (Motion-time Study). Taylor começou por baixo, efetuando um paciente trabalho de análise das tarefas de cada operário, decompondo seus movimentos e processos de trabalho, aperfeiçoando-os e racionalizando-os gradativamente.
Taylor verificou que um operário médio produzia menos do que era potencialmente capaz com o equipamento disponível. Conclui-se que o operário não produzia mais, pois seu colega também não produzia. Daí surgiu à necessidade de criar condições de pagar mais ao operário que produz mais.
Taylor escreve um livro: Shop Management, cuja essência é:
± O Objetivo de uma boa administração é pagar salários altos e ter baixos custos unitários de produção.
± Para realizar esse objetivo, a Administração deve aplicar métodos científicos de pesquisas e experimentação, a fim de formular princípios e estabelecer processos padronizados que permitam o controle de operações fabris.
± Os empregados devem ser cientificamente colocados em serviços ou postos em que os materiais e as condições de trabalho sejam cientificamente selecionados, para que as normas possam ser cumpridas.
± Os empregados devem ser cientificamente adestrados para aperfeiçoar suas aptidões e, portanto executar um serviço ou tarefa de modo que a produção normal seja cumprida.
± Uma atmosfera de cooperação deve ser cultivada entre a Administração e os trabalhadores, para garantir a continuidade desse ambiente psicológico que possibilite a aplicação dos princípios mencionados.
Numa Segunda fase do trabalho de Taylor ele concluiu que a racionalização do trabalho do operário deveria ser acompanhada de uma estruturação geral da empresa. Esta empresa padecia de três tipos de problemas:
1- Vadiagem sistemática por parte dos operários, que vem da época imemorial e quase universalmente disseminado entre os trabalhadores. O sistema defeituoso de administração. Os métodos empíricos ineficientes utilizados nas empresas.
2- Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do tempo necessário para sua realização.
3- Falta de uniformidade das técnicas ou métodos de trabalho.
Para sanar esses três problemas, idealizou o seu famoso sistema de Administração que denominou Scientific Management (Gerência Científica, Organização Cientifica no Trabalho e Organização Racional do Trabalho). Este trabalho é composto por 75% de análise e 25% de bom senso.
Taylor via a necessidade premente de aplicar métodos científicos à administração, para garantir a consecução de seus objetivos de máxima produção a mínimo custo. Essa tentativa de substituir métodos empíricos e rudimentares pelos métodos científicos em todos os ofícios recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho. (ORT). Os principais aspectos da ORT são:
Seleção Cientifica do Trabalhador – O trabalhador deve desempenhar a tarefa mais compatível com suas aptidões. A maestria da tarefa, resultado de muito treino, é importante para o funcionário (que é valorizado) e para a empresa (que aumenta sua produtividade).
Tempo-padrão – O trabalhador deve atingir no mínimo a produção estabelecida pela gerência. É muito importante contar com parâmetros de controle da produtividade, porque o ser humano é naturalmente preguiçoso. Se o seu salário estiver garantido, ele certamente produzirá o menos possível.
Plano de incentivo Salarial – A remuneração dos funcionários deve ser proporcional ao número de unidades produzidas. Essa determinação se baseia no conceito do Homoeconomicus, que considera as recompensas e sanções financeiras as mais significativas para o trabalhador.
Trabalho em Conjunto – Os interesses dos funcionários (altos salários) e da administração (baixo custo de produção) podem ser conciliados, através da busca do maior grau de eficiência e produtividade. Quando o trabalhador produz muito, sua remuneração aumenta e a produtividade da empresa também.
Gerentes planejam, Operários executam – O planejamento deve ser de responsabilidade exclusiva da gerência, enquanto a execução cabe aos operários e seus supervisores.
Desenhos de cargos e tarefas – Com a Administração Cientifica, a preocupação básica era a racionalidade do trabalho do operário e, conseqüentemente, o desenho dos cargos mais simples e elementares. A ênfase sobre as tarefas a serem executadas levou os engenheiros americanos a simplificarem os cargos no sentido de obter o máximo de especialização de cada trabalhador.
Divisão do Trabalho especialização do operário – Uma tarefa deve ser dividida ao maior número possível de subtarefas. Quanto menor e mais simples a tarefa, maior será a habilidade do operário
Supervisão – Deve ser funcional, ou seja, especializada por áreas. A função básica do supervisor, como o próprio nome indica, é controlar o trabalho dos funcionários, verificando o número de unidades produzidas e o cumprimento da produção padrão mínima. Aqui um operário tem vários supervisores de acordo com a especialidade.
Ênfase na Eficiência – Existe uma única maneira certa de executar uma tarefa (the best way). Para descobri-la, a administração deve empreender um estudo de tempos e métodos, decompondo os movimentos das tarefas executadas pelos trabalhadores.
Homo economicus – Toda pessoa é profundamente influenciada por recompensas salariais, econômicas e materiais. Em outros termos, o homem procura trabalho não porque goste dele, mas como um meio de ganhar a vida através do salário que o trabalho proporciona. O homem é motivado a trabalhar pelo medo da fome e pela necessidade de dinheiro para viver.
Condições de Trabalho – Taylor verificou que as condições do trabalho interferiam nos resultados do trabalho. Adequação de instrumentos e ferramentas de trabalho para minimizar esforço e perda de tempo na execução do trabalho.
Arranjo físico das máquinas e equipamentos para racionalizar o fluxo da produção.
Melhoria do ambiente físico de trabalho, diminuição do ruído, melhor ventilação e iluminação.
Padronização – (Aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir custos) Taylor através dos seus estudos preocupou-se com a padronização dos métodos e processos de trabalho, máquinas e equipamentos, ferramentas e instrumentos de trabalho, matérias primas e componentes, para eliminar o desperdício e aumentar a eficiência.
Princípio da exceção – Por este principio Taylor se preocupava somente com os resultados que saiam fora dos padrões esperados, para corrigi-los. Assim, este princípio é um sistema de informação que apresenta seus dados somente quando os resultados efetivamente verificados na prática divergem ou se distanciam dos resultados previstos em algum programa.
Os seguidores das ideias de Taylor
Harrington Emerson (1853-1931) – Um dos principais auxiliares de Taylor – Engenheiro - popularizou a Administração Cientifica, desenvolveu os primeiros trabalhos sobre seleção e treinamento de empregados. Idealizou 12 princípios para eficiência:
1- Traçar um plano objetivo e bem definido, de acordo com os ideais.
2- Estabelecer o predomínio do bom senso.
3- Manter orientação e supervisão competentes.
4- Manter disciplina.
5- Manter honestidade nos acordos.
6- Manter registros precisos imediatos e adequados.
7- Fixar remuneração proporcional ao trabalho.
8- Fixar normas padronizadas para as condições do trabalho.
9- Fixar normas padronizadas para o trabalho.
10- Fixar normas padronizadas para as operações.
11- Estabelecer instruções precisas.
12- Fixar incentivo eficiente ao maior rendimento e à eficiência.
Henry Ford (1863-1947) – Engenheiro – Fundou a Ford Motor Co. Revolucionou a estratégia comercial da sua época. Fabricou o primeiro carro popular, Criou um plano de vendas. Criou a assistência técnica de grande alcance. Repartiu, em 1914, parte do controle acionário da empresa com os funcionários. Estabeleceu salário mínimo de US 5,00 por dia de trabalho com jornada diária de 8 horas. Em 1926 empregava 150.000 pessoas e fabricava 2.000.000 de carros por ano. Produzia desde a matéria prima inicial ao produto final acabado. Criou a distribuição através de agências próprias. Idealizou a linha de montagem, com produção em série, padronizada e de custo mais baixo. Ford Adotou três princípios básicos:
1- Princípio da intensificação: Consiste em diminuir o tempo de produção com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado.
2- Principio da economicidade: Consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima
3- Principio de produtividade: Consiste em aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período através da especialização da linha de montagem.
Criticas
Taylor encontrou um ambiente totalmente desorganizado, desestruturado e tentou por uma certa ordem na casa. Foi a primeira tentativa da Teoria da Administração. Foi um progresso. Entretanto, inúmeras críticas podem ser feitas à Administração Cientifica: o mecanismo de sua abordagem, que lhe garante o nome de teoria da máquina, a superespecialização que robotiza o operário, a visão microscópica do homem tomado isoladamente e como apêndice da maquina industrial, a ausência de qualquer comprovação cientifica de suas afirmações e princípios, a abordagem incompleta envolvendo apenas a organização formal, a limitação do campo de aplicação à fábrica, omitindo o restante da vida de uma empresa, a abordagem eminentemente prescritiva e normativa e tipicamente de sistema fechado. Contudo, estas limitações e restrições não apagam o fato de que a Administração Cientifica foi o primeiro passo na busca de uma teoria administrativa. É um passo pioneiro e irreversível.
Lembre-se: Nesta teoria a motivação se dá na busca pelo dinheiro e pelas recompensas salariais e materiais do trabalho. Toda abordagem Clássica da Administração alicerçava-se nessa teoria da motivação. É uma abordagem puramente tecnicista e mecanicista.
4.2. Teoria Clássica da Administração
Principal referência: Henry Fayol
Ênfase: Estrutura da organização
Enfoque Gerência
Comerciais
Financeiras
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Dividiu a empresa em 6 funções básicas: Segurança
Contábil
Administrativas
Técnicas
A Teoria Clássica da Administração foi idealizada por Henri Fayol. Caracteriza-se pela ênfase na estrutura organizacional, pela visão do Homem Econômico e pela busca da máxima eficiência.
Sofreu críticas como a manipulação dos trabalhadores através dos incentivos materiais e salariais e a excessiva unidade de comando e responsabilidade.
Paralelamente aos estudos de Frederick Winslow Taylor, Henri Fayol defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração. Enquanto os métodos de Taylor eram estudados por executivos Europeus, os seguidores da Administração Científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi publicada nos Estados Unidos. O atraso na difusão generalizada das idéias de Fayol fez com que grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem seus princípios.
Esta teoria defendia a estrutura organizacional da empresa, com a departamentalização e com o processo administrativo. A teoria clássica surgiu da necessidade de encontrar as linhas mestras para administrar organizações complexas como as fábricas. Vários foram os pensadores que contribuíram para esta teoria clássica.
Henri Fayol é fundador da teoria clássica da administração. Fayol defendia que a prática administrativa era sistemática e por isso poderia ser identificada e analisada. A sua preocupação era aumentar a eficiência da empresa através de sua organização e da aplicação de princípios gerais de Administração. Fayol acreditava que com previsão científica e métodos adequados de Administração, os resultados satisfatórios eram inevitáveis. Fayol se preocupava com a organização como um todo e dividiu as operações da organização em seis atividades: técnica, comercial, financeira, segurança, contábil e administrativa.
Max Weber desenvolveu a teoria da administração burocrática. Ele defendia a necessidade de hierarquia bem definida e a divisão do trabalho deveria estar bem clara e explicitada. Este tipo de estrutura é aquela utilizada na Coca-Cola Company. Muitas teorias clássicas sobreviveram até hoje, entre elas o conceito de habilidades dos administradores e os conceitos do comportamento administrativo eficaz. Alguns críticos defendem que a teoria clássica é inadequada, pois não se adaptam num ambiente globalizado, competitivo e turbulento e que esta teoria é adequada a ambientes estáveis e previsíveis, aspectos que não são vistos hoje.
Mary Parker Follett defendia que a pessoa tinha que fazer parte de um grupo, e que as pessoas compartilham de algo em comum quando fazem parte de uma organização. Chester L. Barnard desenvolveu a teoria sobre a vida nas organizações, estudo esse baseado em sua experiência profissional e em estudos de sociologia e filosofia.
Barnard defende que o todo deve ser maior que a soma das partes, ou seja, que a sinergia deve ser positiva, onde as pessoas juntas alcançam objetivos que não aconteceria se estivessem separadas. Barnard afirma que uma empresa só pode operar com eficiência e sobreviver quando os objetivos da organização são mantidos em equilíbrio com os objetivos e as necessidades dos indivíduos que para ela trabalham.
5. Referências
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Edição Compacta. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração dos novos tempos. São Paulo: Campus, 2000.
LACOMBE, Francisco José Masset; HEILBORN, Gilberto Luiz José. Administração: princípios e tendências. São Paulo: Saraiva, 2003.
MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
ROBBINS, Stephen Paul. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2003.


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